sábado, 6 de setembro de 2014

CANETA VIRTUAL: Salve Sexta Feira, Salve, salve "Cesta" Feira!

CANETA VIRTUAL: Salve Sexta Feira, Salve, salve "Cesta" Feira!: Geralmente, as sextas feiras são aguardadas com expectativa e ansiedade. Provocam nas pessoas reações de alegria incontida, por represent...

Salve Sexta Feira, salve, salve "Cesta Feira"



Geralmente, as sextas feiras são aguardadas com expectativa e ansiedade. Provocam nas pessoas reações de alegria incontida, por representarem o fechamento de um ciclo e com ele, a sensação de vitória.    Quando não chega a tanto, trás então a esperança de um final de semana revigorante e a possibilidade da redenção no novo ciclo que se inicia, após breve pausa.  

Expectativa de liberdade, de festividade e de felicidade. Tempo de recarregar a bateria, estudar os obstáculos cotidianos e rever estratégias. Tempo de reflexão. Antes dela, todos estamos presos de alguma maneira, aos nossos afazeres mais imprescindíveis. Depois dela, cada um é dono de seu tempo e de suas vontades. Então, a Sexta Feira situa-se na fronteira entre a responsabilidade e a liberdade, sendo, portanto, campo neutro.

Na sexta feira o executivo se permite sair de casa sem a gravata, o paletó e o cromo alemão, travestindo-se de cidadão comum, de camiseta polo, tênis e óculos de sol.

Chego a pensar que talvez fosse mais adequado grafar o seu nome com “C” no lugar do “S” e “s” no lugar do “x”, porque a letra “C” se assemelha a uma alça - alça de cesta e a letra “s” representa a mais ampla ideia de plural. Assim, a singularidade de uma Cesta Feira abarcaria dentro de si a pluralidade de uma semana inteira com todas as suas nuances e seus percalços. Salve Sexta Feira, salve, salve, Cesta Feira.

sábado, 9 de agosto de 2014

Formigas


O dia começa às 5 da manhã. Tem formiga na cama. Formiga invisível, fantasmagórica. Não pode ser vista a olho nu, mas pode enlouquecer qualquer um que se deita em seu ninho. Formiga tinhosa, formiga mineira, traiçoeira, chega de mansinho, devagarinho, se aconchega, faz cócegas, então dá o bote. Faz tudo à surdina. Na calada da noite se instala. Na hora do sono se farta. Invade o espaço sob as cobertas com as mandíbulas afiadas, toxinas apuradas, craw. O freguês está no papo. Formiga vampira, bicho esquisito, xô assombração, sai pra lá. Na casa da vó não tem cachorro, mas tem formiga dentuça, pior que o cão. Não tem cara, não tem cheiro, não tem coração. Tem apetite, voracidade e sabe ser má. (29/08/2013)

sábado, 2 de agosto de 2014

Formigas



O dia começa às 5 da manhã. Tem formiga na cama. Formiga invisível, fantasmagórica. Não pode ser vista a olho nu, mas pode enlouquecer qualquer um que se deita em seu ninho. Formiga tinhosa, formiga mineira, traiçoeira, chega de mansinho, devagarinho, se aconchega, faz cosquinha, então dá o bote. Faz tudo à surdina. Na calada da noite se instala. Na hora do sono se farta. Invade o espaço sob as cobertas com as mandíbulas afiadas, toxinas apuradas, craw. O freguês está no papo. Formiga vampira, bicho esquisito, xô assombração, sai pra lá. Na casa da vó não tem cachorro, mas tem formiga dentuça, pior que o cão. Não tem cara, não tem cheiro, não tem coração. Tem apetite, voracidade e sabe ser má. (29/08/2013)



quinta-feira, 5 de junho de 2014

E.J.B


Onde estarás meu AMIGO?

Procurei, procurei...
Procurei em vão.
Olhei em todos os rumos,
Nos planos, no prumo,
Na curva, nos mares
Nos lares, nos bares,
Todos os lugares.
Na reta, na parábola;
No alto, no chão.
Nada, tudo em vão.
O ponto se foi.
Quem sabe, chegou ao infinito?
De aflito que estava se foi.
Mas eu fiquei aqui, à deriva.
Esperei, desesperei, cansei.
Em outra hora, talvez,
Em outro plano, talvez,
Em outro canto, talvez,
Em outro ponto, talvez.
Onde está você, meu amigo?
Ainda é um?
Ou voltou ao zero?